Pensando Bem – Monarco

18/12/2021 |
Assunto: , Cultura, Poesia

Hildemar Diniz, o Monarco, nasceu em 17 de agosto de 1933 no Rio de Janeiro,
e faleceu em 11 de dezembro de 2021. Foi um cantor e compositor brasileiro.
Baluarte e presidente de honra da Portela

PensandoBem20211218

Nasceu no bairro de Cavalcante, mas ainda criança foi morar em Nova Iguaçu, filho de um marceneiro chamado José Filipe Diniz. Aos dez anos de idade, mudou-se para Oswaldo Cruz, subúrbio do Rio e bairro de origem da Portela. Àquela época teve de perto contato com os sambistas da escola, integrando blocos e compondo sambas ainda pequeno. Também foi nessa época que surgiu o apelido, Monarco.

Em 1950, foi convidado a integrar a ala de compositores da Portela, onde mais tarde viria a se tornar líder da velha guarda. Também foi diretor de harmonia da escola. Nunca chegou a ganhar uma disputa de samba-enredo (o samba cantado durante o desfile da escola), mas conseguiu consagrar sambas “de terreiro” ou “sambas de quadra”, como são conhecidos aqueles executados nos ensaios e logo tornados emblemas do patrimônio cultural coletivo dessas associações. Um deles é Passado de Glória, que já foi esquenta (samba executado na área de concentração, pouco antes do desfile) da agremiação em diversos anos. Sua última disputa de samba-enredo foi em 2007.

Morreu em 11 de dezembro de 2021, aos 88 anos de idade, no Rio de Janeiro. O sambista estava internado no Hospital Federal Cardoso Fontes, onde passou por uma cirurgia no intestino e não resistiu às complicações. Monarco foi velado na quadra da Portela, em Oswaldo Cruz. Foi sepultado no Cemitério de Inhaúma.

Em sua homenagem, a prefeitura do Rio rebatizou o Parque Madureira como Parque Madureira Mestre Monarco.

Frases/Poesias

* Embora saiba que me tens tão grande adoração
eu sigo a ordem e esta é dada por meu coração
neste romance existem lances sensacionais,
mas te dar meu amor, jamais.

* A gente ama verdadeiramente uma vez
outras são puras fantasias, digo com nitidez
mas uma história de linguagens sensíveis e reais
o que quiseres, mas o meu amor, jamais.

* Portela, eu às vezes meditando, quase acabo até chorando
Que nem posso me lembrar
Teus livros têm tantas páginas belas
Se for falar da Portela, hoje não vou terminar.

* Se o teu amor
Fosse um amor de verdade
Eu não queria e nem podia
Ter maior felicidade
Com os olhos rasos d’água, me chamou
Implorando o meu perdão, mas eu não dou
Pega esse lenço, vai enxugar teu pranto
Já enxuguei o meu, o nosso amor morreu.

* Tudo que quiseres te darei, ó, flor,
Menos meu amor
Darei carinhos se tiveres a necessidade
E peço a Deus para te dar muita felicidade
Infelizmente só não posso ter-te para mim
Coisas da vida, é mesmo assim.

* Vejam vocês
O rapaz como padece
Esquecer não se esquece
Do amor que lhe traiu
Já dei conselhos
Ele não quis me ouvir
Refugiou-se na bebida
Não quer mais sorrir.

* Quem sofre de amor neste mundo
O sofrimento é mais profundo
Eu também amei
Já sofri
Já chorei.

* Em meu lar
Seu retrato na parede toda noite eu choro
Vou tirar
Sei que ela foi embora, mas ainda lhe adoro
Eu preciso reviver minha alegria
Só vou deixar seu retrato mais um dia.

* Pensem na vida. Carnaval tem todo ano. A vida é uma só.

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