Conhecendo o BioParque do Rio de Janeiro

07/07/2021
| Colunista: , Bayard Do Coutto Boiteux
|
Assunto: , Animais & Veterinária, Turismo

O espaço é o mesmo do antigo zoológico, que sofreu adaptações
importantes para tornar o local mais interativo e sustentável

DiarioDoTurismo20210707Papagaio

Numa quinta-feira ensolarada de inverno carioca resolvo visitar o novo jardim zoológico da cidade maravilhosa: o BioParque, recém inaugurado na Quinta da Boa Vista, zona norte do Rio. O local é de fácil acesso através de transporte público, Uber/99 ou táxi. Os ingressos devem ser adquiridos previamente no site do parque, em horários pré-determinados e espaçados, devido à pandemia. O processo de compra é fácil e recebo no meu email a confirmação com o QR code, que deve ser apresentado no check in.

Ao chegar, paramos num primeiro estacionamento, que atende também o restaurante local por 20 reais. No check in é solicitado comprovante da faculdade onde a pessoa que me acompanha estuda e sua carteira de identidade. O ingresso custa 40 reais com desconto de 50% para estudantes e pessoas acima de 60 anos, além de crianças e jovens de 3 a 21anos.

Desde a chegada, notamos que os protocolos de segurança estão em vigor, como uso obrigatório da máscara e aferição da temperatura na entrada. As informações estão em três idiomas: português, espanhol e inglês e há orientações para a visita. A acessibilidade se faz notar.

DiarioDoTurismo20210707Hipopotamo

O espaço é o mesmo do antigo zoológico, que sofreu adaptações importantes para tornar o local mais interativo e sustentável. A sinalização é razoável, mas pode ainda ser aprimorada. Os animais estão divididos, obviamente, em espécies, embora ainda em pequena quantidade.

Há colaboradores que vendem ingressos para outros parques do mesmo grupo com desconto em alguns locais.

Algumas imersões, como a da fazendinha que custa 30 reais para um adulto e gratuita para crianças acompanhadas. Não me pareceu muito adequado tal cobrança adicional, que precisa ser reavaliada ou informada previamente aos visitantes.

Percebi que o novo layout permite um contato mais próximo com os animais e que as instalações estão cuidadas e limpas. A elefanta é a mesma de outrora e me lembra minha infância tijucana. Os hipopótamos se banham e os macacos se divertem. Alguns animais estão escondidos, mas repentinamente aparecem e são fotografados. O flash é proibido e há inúmeros locais temáticos para se clicar com reprodução dos animais.

Uma experiência interessante é a entrada em um viveiro com araras e outros pássaros que quase nos tocam ao voar. Não é permitido tocar nos animais, nem alimentá-los.

DiarioDoTurismo20210707FamiliaA

O público é formado por famílias com crianças, principalmente do Rio de Janeiro e alguns sotaques mineiros, paulistas e gaúchos. Há pequenas ilhas de alimentação com bebidas, inclusive cerveja e sanduíches. Os banheiros estão limpos e há álcool gel para higienização das mãos em vários pontos sinalizados.

Na saída, uma loja com produtos tematizados e preços justos, como camisetas de boa qualidade por 40 reais, com várias estampas, para citar um exemplo. Gasta-se em média 90 minutos para o circuito total.

DiarioDoTurismo20210707Jacare

A sugestão é almoçar no restaurante Quinta da Boa Vista, um português decorado com móveis e brasões do século 16. O serviço é rápido e a comida de qualidade, embora não seja barato. É conhecido por seu bacalhau e adega com várias opções.

Um passeio que nos traz paz interior, num ambiente aberto, com todos os protocolos sendo seguidos e que une um novo conceito de jardim zoológico, prestação de serviço e respeito pelos animais.

Fonte: Diário do Turismo
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