VIDA

01/12/2012
| Colunista: , Glenda Maier

Engraçado, nunca havia pensado na importância de respeitar as pedras, mesmo aquela pedra que está “no meio do caminho”. Hoje passei a respeitar as pedras. Pedras mesmo. Os minerais. Que bom!

Glenda98Foto

Sempre respeitei as plantas, embora nunca as tenha amado. Gosto de ver palmeiras, sinto prazer ao aroma das rosas, orgulho-me das humildes flores que nascem em meu jardim e procuro sempre melhorar as condições das orquídeas, marias-sem-vergonha, espadas de São Jorge e onze horas que nascem por aqui. Talvez seja amor. É, acho que amor é bem isto. Que bom. Amo as plantas.

Sempre amei os animais. Tenho um pouco de medo de alguns deles e, confesso mato alguns com prazer (estou falando de mosquitos e baratas, pois até os ratos eu tenho pena de matar!). Não sei qual seria a minha reação diante de um tigre faminto ou um tubarão caçador, mas, guardadas as devidas proporções, sempre amei cachorros, gatos, passarinhos, porquinhos da Índia, tartarugas etc. Amo os animais por eles serem capazes de se dedicar sem pedir nada em troca. Amo os animais porque eles me ensinam a sofrer com resignação, a educar os filhos sem manuais, a aprender por puro instinto, a comer apenas o necessário, a matar apenas ao inimigo. Caramba! Eu, definitivamente amo os animais por admirá-los.

Chegamos agora à categoria máxima da evolução: os Seres Humanos. Sim, aprendi a amar aos seres humanos. Não sei se já aprendi a respeitá-los. São importantes como os minerais e as pedras. Responder a esta pergunta talvez seja programa para a próxima encarnação. Mas, apesar de todas as dúvidas, aprendi a amar os seres humanos. Amo os seres humanos por serem criaturas capazes de aprender. Sim. Acho que esta é a maior, talvez única razão plausível para amar um ser humano.

O ser humano que destrói pode aprender a construir. O ser humano que não sabe, pode aprender, questionar, analisar e evoluir. O ser humano que não respeita, pode aprender a respeitar. O ser humano que precisa, bem, este ser humano é problemático – às vezes, muitas vezes, ao tentar suprir suas necessidades, ele destrói. Se eles destruíssem como o os animais – que matam para saciar a fome, seria mais fácil amá-los, mas as necessidades do ser humano são tão estranhas – destroem sem motivo algum! Será que um dia o Ser Humano vai aprender a só destruir aquilo que o impede de sobreviver? Estou ainda tentando aprender e, quiçá, ensinar, como conseguir este feito!

Ah! Seres Humanos. Tanto potencial de aprendizado! Tanta capacidade de criação! Ainda assim quão pouco respeito aos minerais, aos vegetais, aos animais e a si mesmos!

Ah! Seres Humanos, eu aprendi a amar vocês, mas falta tanto para vocês aprenderem. E vocês perguntam: e você? Quem é você: um mineral, um vegetal, um animal, um ser humano ou um anjo?

Se vocês prometerem não divulgar, posso confessar e dizer meu nome: VIDA.

Fonte: Condomínios Em Foco 98

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