VASECTOMIA

11/11/2019
| Colunista: , Álvaro Lopes
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Assunto: , Homem, Medicina

A vasectomia é um procedimento cirúrgico simples, seguro e rápido. Consiste em cortar e obstruir os canais deferentes que se encontram dentro da bolsa escrotal, com o objetivo de impedir a presença de espermatozoides no líquido ejaculado pelo homem. A cirurgia demora cerca de 20 a 30 minutos, a anestesia é local e o homem não precisa ficar internado. O processo não afeta o desempenho sexual.

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A cirurgia não tem efeito imediato nas primeiras ejaculações após o procedimento, pois ainda existem espermatozoides no líquido ejaculado, ou seja, existe o risco do homem engravidar a mulher. A vasectomia não será segura até que o espermograma, exame do líquido que o homem ejacula, mostre que não existem mais espermatozoides no líquido ejaculado. O espermograma deverá ser feito após, pelo menos, 30 ejaculações.

A prática sexual pode ser realizada após a revisão da cirurgia e essa revisão acontece uma semana após o procedimento. Mas é importante salientar a necessidade do uso do preservativo ou de qualquer outro método contraceptivo até que seja feito o espermograma para constatar a ausência de espermatozoides no sêmen.

A vasectomia não causa nenhum problema de saúde. É importante lembrar apenas que, apesar ser uma cirurgia simples, pode apresentar riscos e problemas como qualquer outra cirurgia. Entre eles, dor no local da cirurgia, hematoma escrotal, sangramento e infecção. A operação não afeta o homem em sua virilidade, ele apenas não poderá mais ter filhos. O aspecto e a quantidade de sêmen continuam iguais, a única alteração é a inexistência de espermatozoides.

Reversão

Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, paralelamente ao aumento do número de homens vasectomizados, têm aumentado o número daqueles que passam a desejar ter novos filhos. A causa mais comum é a constituição de novas famílias com mulheres que ainda não têm filhos. Outras eventuais, como falecimento de filhos, também é citado esporadicamente. Muitos ainda desconhecem dados sobre a real possibilidade de reversão microcirúrgica da vasectomia que imaginavam como definitivas. O tempo entre a vasectomia e a sua reversão é de vital importância para a obtenção dos melhores resultados. Nas reversões com menos de 3 anos após a vasectomia, a chance de obtenção de espermatozoides no esperma ejaculado é de 95 % com 76 % de taxa de gravidez. Entre 3 e 8 anos, 88 % com 53 % de chances de gravidez. Entre 9 a 14 anos, 79 % e 44 % de gravidez. Após 15 anos, 71 % de permeabilidade dos deferentes com 30 % de gravidez. É importante lembrar que essas taxas de gravidez são obtidas por meios naturais.

Critérios Legais

No Brasil, a lei do planejamento familiar (Lei 9.263, de 12 de janeiro de 1996) permite realizar a esterilização cirúrgica voluntária somente em algumas situações. No caso da vasectomia, em homens com capacidade civil plena e maiores de 25 anos de idade ou, pelo menos com dois filhos vivos, desde que observado o prazo mínimo de 60 dias entre a manifestação da vontade e o ato cirúrgico, período no qual será propiciado à pessoa interessada acesso a serviços de regulação da fecundidade, incluindo aconselhamento por equipe multidisciplinar, visando desencorajar a esterilização precoce.

A vontade do homem ou do casal de realizar a cirurgia deve ser registrada em documento escrito, após a informação a respeito dos riscos da cirurgia, dos possíveis efeitos colaterais, das dificuldades de sua reversão, da possibilidade de se optar por métodos anticoncepcionais reversíveis. Em caso de sociedade conjugal, a esterilização depende do consentimento expresso de ambos os cônjuges.

O método é eficaz e a taxa de gravidez é de, aproximadamente, 1 em cada 700 homens, no período de um ano após a cirurgia. É muito importante que o homem e/ou o casal estejam adequadamente informados e conscientes da decisão.

A vasectomia está prevista no SUS, entretanto, até o presente momento, a cirurgia de reversão de vasectomia (vasovasostomia) não consta no rol dos procedimentos realizados pelo Sistema Único de Saúde.

Fonte: Ministério da Saúde

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