TECNOLOGIA X CRIANÇAS: NÃO ENTREGUE ESSA LUTA

30/03/2020 |
Assunto: , Games, Infância & Adolescência, Tecnologia

Os pequenos estão deixando de desenvolver a empatia, instrumento fundamental para a construção de amizades e confiança. E falo isso por experiência própria, observo meus afilhados e filhos de amigos. É assustador.

ClaudiaMatarazzo20200330

A Academia Americana de Pediatria, em 2014, recomendou limites para o uso de tecnologias de qualquer tipo. Até os 5 anos, as crianças só deveriam ficar no máximo 1 hora diante das telas, 2 horas para crianças de 6 a 12 anos e para 3 horas a partir dos 13 anos. Acho justo, crianças dessas idades precisam brincar na rua (quintal, playground dos condomínios etc.) e aprender a se socializar.

Vejo muitos pais que não se preocupam com isso, deixando as crianças livres para usar os equipamentos da forma como quiserem.

Conversar e fazer brincadeiras

É uma das formas para que não se tornem dependentes dessas tecnologias todas. Sei que estaremos cansados, estressados, mas eles não têm a ver com isso, então vamos nos ater a isso, ok?

Os Perigos

Diagnósticos de TDAH, autismo, distúrbios de coordenação, atrasos no desenvolvimento e fala, dificuldades de aprendizagem, transtorno do processamento sensorial, ansiedade, depressão, sobrepeso, tendinite e distúrbios do sono estão cada vez mais, associados ao uso excessivo da tecnologia. Os pequenos também estão deixando de desenvolver a empatia, instrumento fundamental para a construção de amizades e confiança.

As crianças repetem os que os adultos fazem. Isso é um fato, e eu sei o quanto é difícil, mas vamos pelo menos tentar não ficar grudados na tela do celular quando estamos perto deles.

Não nego a tecnologia

Amo o que a tecnologia pode nos proporcionar (conhecimento e comunicação, entre tantos outros pontos positivos), mas como adultos, ainda conseguimos discernir o que é certo e errado, o que faz mal as crianças e o que pode desenvolver suas potencialidades.

Nossos pequenos não conhecem os perigos da internet, principalmente, que existem pessoas más, com intenções malévolas e que pode sim, fazer mal a eles.

Então, vamos incorporar uma atitude mais alerta, menos exausta e passiva e tomar mais cuidado.

Fonte: Sem Frescura
Claudia Matarazzo
Jornalista e Especialista em etiqueta e comportamento

Voltar Próximo artigo