Parentalidade Assertiva e Responsável

04/02/2021 |
Assunto: , Infância & Adolescência

Sou psicóloga e, dentre tantas outras coisas, mãe do Rafael

EllenMS20210204

Se tem algo que ser mãe me ensinou é que os manuais nem sempre vão funcionar com todas as crianças, pois cada uma é singular e como tal tem características de personalidade que não permitirão atos de repetição, ou seja, o que funciona com uma não necessariamente funcionará com todas.

Todavia, existem comportamentos que nós profissionais sempre vemos funcionar e que como mãe costumo colocar em prática e vejo que faz bem para todos os lados.

Pensando nisso, separei 5 dicas para que você possa estabelecer vínculos seguros de apego e fazer a manutenção do seu relacionamento com seus filhos no decorrer da vida.

Perceba as particularidades do seu filho

Cada um tem seu jeito de ser e com bebês, crianças e adolescentes não é diferente, por isso é importante suprir as necessidades básicas de afeto, carinho e compreensão.

Então nada de coisas do tipo deixar chorar sozinho ou não acolher as emoções da criança ou adolescente. Frase do tipo “engole o choro@ nem pensar, mas perceber como seu filho funciona e o que ele precisa é certeiro.

Seja honesto com seus filhos

Nós temos o hábito de mentir para os filhos dizendo sempre que está tudo bem, mesmo quando eles sabem que nada está bem.

É claro que há assuntos que os filhos não precisam ficar por dentro, mas dizer que está tudo bem não é a saída e sim falar que naquele momento não está bem, dizer o que está sentindo e que vai passar, assim eles saberão que está tudo bem não se sentir bem de vez em quanto.

Seu tempo com seus filhos é sagrado

Quando estiver com seus filhos, esteja com eles de fato, nada de dividir o celular e a atenção com seu filho, pois além de perceberem, eles irão normalizar esse tipo de comportamento.

Não importa o quanto sua vida seja corrida, lembre-se que qualidade é mais importante do que quantidade e a presença física apenas nem sempre é suficiente, portanto quando estiver presente, esteja por inteiro.

Estabeleça limites

Independente da idade, todos nós precisamos de limites, de noção de certo e errado e, especialmente de ouvir não quando necessário, com seus filhos não será diferente, permissividade em excesso não faz bem algum, além de não preparar seus filhos para a vida.

Portanto, não se importe em ser o “policial mau” de vez em quando.

Diálogo sempre

Muitos pais dizem que conversam, mas esquecem que conversar não implica em só falar, mas também em ouvir, ponderar, replicar e acolher o ponto de vista do outro, mesmo que você discorde.

Só porque você é a figura de autoridade, não significa que precise dar sempre a palavra final, esteja aberto ao diálogo e perceba a qualidade que isso trará para a relação com seus filhos.

Essas foram as dicas que separei unindo minha experiência pessoal e profissional, espero que possam aproveitar e me coloco a disposição para tirar qualquer dúvida.

Ellen Moraes Senra – CRP 05/42764
Psicóloga e Especialista em Terapia Cognitivo Comportamental
Fan Page

+Ellen Moraes Senra

Voltar Próximo artigo