Para-Raios

21/04/2019 |
Assunto: , Condomínios

Para-raios20190421

O para-raios foi inventado por Benjamin Franklin em 1752, quando fez uma perigosa experiência utilizando um fio de metal para empinar uma pipa de papel e observou que a carga elétrica dos raios descia pelo dispositivo. Provou também que hastes de metal, quando em contato com a superfície terrestre poderiam servir como condutores elétricos, inventando assim, o para-raios.

Não é recomendado reproduzir a experiência feita por Franklin. Apesar de nesse caso ter tido um desfecho positivo, ela é EXTREMAMENTE perigosa e já causou a morte de pessoas que tentaram repeti-la.

Um para-raios é uma haste de metal, comumente de cobre, alumínio, aço inoxidável ou aço galvanizado destinado a dar proteção aos edifícios dirigindo as descargas elétricas atmosféricas, raios, para o solo através de cabos de pequena resistência elétrica.

Benjamin Franklin (Boston, 17 de janeiro de 1706 – Filadélfia, 17 de abril de 1790), além de inventor, também era jornalista, editor, autor, filantropo, político, abolicionista, funcionário público, cientista, diplomata e enxadrista estadunidense.

As pontas do para-raios servem para atrair os raios, assim que o raio é atraído ele é desviado até o solo pelos cabos e dissipado no solo, sem causar nenhum dano nas residências. O fato de falar que os para-raios atraem os raios é uma maneira para compreendermos melhor, mas na verdade os para-raios não atraem os raios, apenas oferecem um caminho para chegar ao solo com pouca resistividade.

Os para-raios têm de serem colocados em lugares bem altos, pois o raio tende a atingir o ponto mais alto de uma área. Geralmente eles são colocados em topos de edifícios, em topos de antenas de transmissões de televisões, rádios etc.

No Brasil, as chances de ser atingido por um raio são maiores do que ganhar na Mega Sena. Por causa disso, é importante que os condomínios façam a instalação de para-raios no topo dos edifícios. Afinal de contas, ninguém quer se tornar estatística.

Para você ter uma ideia, o país é o campeão mundial em incidência do fenômeno. Apenas entre os anos de 2011 e 2017 foram registrados quase 78 milhões de raios que caíram em território brasileiro. De acordo com pesquisas, são cerca de 130 mortos, 200 feridos e um prejuízo de R$1 bilhão por ano.

É responsabilidade do síndico garantir a segurança dos condôminos e a proteção da edificação. Pensando nisso, preparamos esta publicação com informações sobre como realizar a manutenção de para-raios no condomínio.

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) tem uma norma específica para a proteção de estruturas contra descargas elétricas, a ABNT-NBR-5419. Segundo ela, o cabo do para-raios, que vai da antena ao solo, deve ser isolado para não entrar em contato com as paredes da edificação. É indicado também utilizar parafusos de alumínio ou aço inoxidável, para que não tenha ferrugem.

VISTORIAS

O sistema necessita ser vistoriado semestralmente, este serviço somente poderá ser realizado por empresa especializada em medição ôhmica (resistência de aterramento) para verificação das condições gerais do sistema, este trabalho avalia se a descarga está ocorrendo corretamente e também atesta que:

* As condições das hastes, se estão esticadas ou não.
* Se os isoladores estão bem fixados a estrutura.
* O mastro do para-raios possui a luz piloto, que identifica a altura do edifício e necessita de manutenção e garantia de funcionamento da lâmpada de alerta.
* O aterramento da caixa de água.
* Limpeza no cabeamento e nos captores e se necessário troca de captores.
* O documento necessita ser conclusivo e possuir informação se há necessidade de obras.
* Após a incidência direta de uma descarga atmosférica na estrutura o sistema deverá ser verificado após a chuva passar, independentemente do tempo da última revisão.

SEGURO X PARA-RAIOS

O sistema também é responsável e exigido pelas seguradoras e no caso de passivos, como queima de equipamentos, a empresa poderá exigir os documentos que comprovem que o sistema estava em dia, e no caso do sistema não estar aderente às normas, as seguradoras podem argumentar que os danos ocorreram pela falta de cuidados, o que poderá comprometer a indenização.

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