O SÍNDICO QUE FAZ – Maria Emília Nunes Dalla Costa

01/12/2005
| Colunista: , Denise Machado
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Assunto: , Condomínios
| Condomínio: , Sunset - Associação Bosque Marapendi (ABM)

Se você, leitor, acha que o síndico de seu condomínio teve um desempenho em sua administração que merece ser divulgado, faça contato pelo e-mail contato@portalemfoco.com.br que iremos entrevistá-lo, quando o mesmo externará sua experiência que será publicada para conhecimento de todos.

Neste mês recebemos e-mail da Sra. Glaucia Carvalho

“Com certeza a Síndica Maria Emília que atua no Condomínio Sunset (ABM) há alguns anos, merece ter seu desempenho divulgado. Mantém o valor condominial quase estacionário e com o pouco faz muito: obras de base e de retoque e acima de tudo mantém rigorosamente a ordem e o respeito às regras vigentes no prédio.” – Glaucia Carvalho

 

OSQF56

SÍNDICA DO CONDOMÍNIO SUNSET É REELEITA PELA SÉTIMA VEZ

Respeito e severidade são a tônica do trabalho desenvolvido pela Síndica Maria Emília, que luta pela preservação e bem-estar do condomínio e dos seus funcionários.

Reeleita pela sétima vez, por unanimidade, Maria Emília Nunes Dalla Costa declara que assumiu, em 1999, o Condomínio Sunset, sem administração, com muitas dívidas e obras inacabadas no prédio. Situado na ABM – Associação do Bosque Marapendi, na Barra da Tijuca, o Sunset vem sendo administrado com sucesso pela síndica, que vem trabalhando para organizar o condomínio, fazendo as devidas cobranças e mudanças necessárias para o bom andamento da sua administração.

Moradora da Barra da Tijuca desde 1978, Maria Emília é formada em advocacia, casada e mãe de um casal de filhos. Era moradora da Tijuca e, em função da filha que sofria de asma, optou por morar na Barra da Tijuca, por ser um bairro que oferece melhor qualidade de vida, com áreas verdes e ar puro. Emília mudou-se para o Condomínio Nova Ipanema e, na época, os filhos eram pequenos. Até então, a síndica nunca havia se envolvido com questões de condomínio, mas, em uma das assembléias do Nova Ipanema, seu marido, que viajava muito, colocou seu nome no Conselho Consultivo. Nesse mesmo ano, houve um problema de saúde com o síndico em exercício e, como Emília era a mais velha do Conselho, foi escolhida para o cargo de síndica. Os moradores gostaram tanto do seu trabalho, que a reelegeram, mas, em função de viagens e moradias fora do Estado, Emília ficou uma longa temporada afastada dessa função.

Já com os filhos crescidos, formados e morando fora do Brasil, Maria Emília e o esposo acharam o apartamento do Nova Ipanema muito grande para eles. Mudaram para o Sunset, onde residem há 13 anos. A síndica destaca que sempre procurou ajudar como condômino e que nunca quis ser síndica. Ajudava nos bastidores, mas situações desagradáveis estavam acontecendo dentro do condomínio, após a queda do Palace II, pois as pessoas estavam muito assustadas, em função do Sunset ser um prédio também construído pelo Sérgio Naya. Então, na época as pessoas induziam o medo nos moradores para que pudessem tirar proveito da situação. E assim foi até que indicaram Maria Emília para o cargo de síndica.

Segundo ela, muitos moradores se surpreenderam com o seu desempenho, principalmente por ser mulher. A síndica acredita que a grande maioria dos moradores gosta da sua atuação, pois recebe vários pedidos para não deixar a administração do Sunset. Exemplo disso foi a sua reeleição pela sétima vez consecutiva, por unanimidade. De acordo com Maria Emília, só a presença dela já impõe respeito em determinadas situações que ela enfrenta na sua árdua tarefa de administrar.

No começo da sua gestão no Sunset, contou com a colaboração do marido, na parte burocrática e organização dos documentos. A partir daí começou a impor ordem, rescindiu o contrato da empresa que estava à frente das obras e contratou um engenheiro e supervisor, oriundos da empresa Concremat, para dar assessoria, solicitando que eles indicassem funcionários que soubessem trabalhar e continuar o trabalho. Formou uma equipe e tocou as obras inacabadas com material de primeira qualidade e organização para as necessidades do prédio, como a recuperação e impermeabilização de caixa d’água, cisternas e fossas do condomínio. Emília contratou um engenheiro e conseguiu um valor abaixo da metade do preço cotado pelas empresas especializadas. Tudo isso sem cobrar cota extra dos condôminos. O Sunset recebeu uma indenização da Sersan – empresa construtora do prédio – no valor menor do que a obra contratada anteriormente, sem contar uma série de coisas que a síndica fez posteriormente com a equipe que efetuou a obra. Atualmente a síndica está finalizando uma obra na fossa do condomínio. Solicitou preços a várias firmas e, como achou muito caro, contratou engenheiro e equipe. O resultado será um trabalho com mão-de-obra qualificada, material de primeira qualidade e um custo inferior a metade do preço cotado pelas empresas.

Maria Emília destaca que o condomínio tem um conselho maravilhoso, constituído por três conselheiros e uma subsíndica. Eles acompanham a síndica desde o ano de 2001 e se reúnem uma vez por semana, para se interarem sobre tudo o que ocorre no condomínio – o que precisa fazer e o que foi feito no Sunset. Para Emília, a tônica de seu trabalho é o respeito e a severidade, pois segundo a síndica, sem isso não há administração. Para ela o respeito está acima de tudo.

Dentro de um processo de organização, a área administrativa do Sunset coloca avisos nas dependências, prevenindo o morador sobre as infrações, mas mesmo assim, a administração vem aplicando multas para os condôminos que ferem o regulamento e convenção do condomínio. Sobre as multas, Maria Emília declara que elas são muito duras, mas não são impostas por ela, fazem parte da convenção e do regulamento interno do condomínio. De acordo com a síndica, é a maior cota condominial vigente, no valor de R$690,82. As infrações mais constantes no Sunset são: som alto (das 22 às 7h); barulho incomodando o vizinho (em qualquer horário), além de problemas com vaga de carro; não pode uso de prancha de surfe na piscina; não pode subir na cascata da piscina, além do mau uso dos aparelhos na sala de ginástica, onde alguns moradores deixam os pesos caírem no chão e, também, o mau uso da quadra poliesportiva, onde muitos teimam em andar de bicicleta e skate. Em alguns casos, se o infrator for primário, recebe uma advertência, mas os moradores que insistem em desrespeitar as normas, recebem as multas. “Nós temos que preservar o que temos” – declara a síndica Maria Emília. Pois para Emília tudo é um investimento.

Maria Emília administra o condomínio com 220 apartamentos, dez por andar, com hall de entrada padronizado. Mantém o ambiente higienizado e organizado, utilizando a própria mão-de-obra do condomínio. O Sunset conta com um total de 29 funcionários: servente; eletricista; bombeiro; ajudante de bombeiro; pintor; pedreiros (3) e funcionários de manutenção (4). A equipe de manutenção cuida da área comum do prédio e todos se comunicam por meio de rádio. No entanto, Maria Emília ressalta que metade do trabalho que vem sendo realizado não aconteceria. se não fosse o seu funcionário Luiz Cláudio – seu braço direito – que atua como um chefe de serviço geral, supervisionando tudo no condomínio. A síndica declara a importância de valorizar o trabalho dos funcionários e afirma que eles que são super amigos dela.

A estrutura do Sunset conta com circuito interno, com 32 câmeras nos elevadores e nas principais áreas do condomínio, inclusive na sala de ginástica e musculação; rampas de acesso para deficientes físicos, nas principais áreas do condomínio, além de amplo salão de festa; sala de ginástica e musculação; piscina com cascata; piscina infantil; quadra poliesportiva para Vôlei, Basquete e Futebol de Salão; jardins bem tratados; parquinho infantil; sala de jogos e um local específico para o uso de bicicleta, patins e skate. Também na estrutura do condomínio, cerca de 250 vagas de carros – uma vaga por apartamento e duas para cada cobertura; dois subsolos de garagem – sempre pintada e iluminada – com um local exclusivo para guardar os carrinhos de compras, devidamente numerados e com chave, para o controle da administração e segurança do morador. O espaço também conta com bicicletário; almoxarifado de limpeza; almoxarifado de jardinagem, local determinado pela administração para guardar as pranchas de surfe dos moradores; duas cisternas; casas de gás, luz e bomba d’água; um local específico para guardar material de obra do condomínio; refeitório e vestiário completo para os funcionários no segundo subsolo, pois para a síndica, os funcionários devem sempre estar satisfeitos. “O funcionário é o nosso bem-estar” declara Emília.

Fonte: Condomínios Em Foco 56

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