Foi bom enquanto durou

21/08/2020 |
Assunto: , Comportamento

“Eu possa me dizer do amor (que tive)
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure” – (Vinicius de Moraes)

JovensDeMaria20200821

Quem já teve, sabe e quem ainda não teve vai saber como é lidar com o(a) ex-namorado(a), ex-marido(esposa), ex-ficante, ex-sócio, ex-amigo(a) etc.

É sempre importante lembrarmos que tudo é transitório e passageiro, tanto os relacionamentos bons como os ruins e quando temos esta premissa clara, sofremos menos, pois nos preparamos para um dia perder e nos desapegar de algo bom; ou no sofrimento, saberemos que este sofrimento irá passar de alguma forma. Tudo é movimento. Nada é permanente.

E como lidar de forma saudável com os ex?

Em geral, adolescentes, jovens e adultos lidam de forma muito complicada com o término dos relacionamentos, mas nós que estamos lendo este artigo podemos melhorar esta média, nos preparando e decidindo ser melhor num próximo término.

Por que as pessoas muitas vezes dão o seu pior num término de relacionamento?

Já ouviram falar em orgulho ferido? A pessoa se sente literalmente ferida, preterida, mal, excluída, prejudicada, enfim sente-se muito mal quando a relação termina porque apenas um dos dois quer.

Quando há insatisfação de ambos o caso é um pouco melhor, mas mesmo assim as pessoas se apegam às situações e também têm dificuldade de largar o osso, até mesmo por egoísmo de não querer se arrepender ou entregar o osso para outra pessoa, não é mesmo?

A pessoa mais generosa consigo mesma, ou seja, com uma auto-estima mais positiva e mais generosa com outros sofre menos com estas situações, pois ela consegue enxergar o término como um degrau para o crescimento e evolução e não como uma perda irreparável.

Já a pessoa com uma auto-estima ruim, muitas vezes demora para tomar a decisão de terminar, fica sofrendo um tempão porque tem medo de não conseguir alguém melhor, porque não quer ver o namorado(a) com outro(a) ou ainda porque não quer ficar sozinho(a) e qualquer uma destas situações é ruim, pois nos agride no sentido de agirmos não para alcançar tranquilidade e prazer, e sim por medo. É uma situação em que deixamos de tomar a decisão e quando fazemos isto, alguém vai decidir por nós.

E por que algumas pessoas conseguem e outras não?

Eis a grande diferença entre as pessoas. Devido às nossas referências, educação, genética e vivências.

Mas, independente das vivências passadas, precisamos nos esforçar MUITO para sairmos do condicionamento em que nos colocaram e que agora (mais maduros) temos noção de que nos faz bem ou mal.

Se você está numa relação que está lhe fazendo mais mal do que bem, tome uma atitude racional, positiva e corajosa para ser mais feliz e tranquilo. No início de nossa decisão pode ser mais difícil, mas lembre-se: já estava difícil antes mesmo!

Se já fizemos de tudo para salvar a relação e mesmo assim virou EX, precisamos criar uma relação saudável com os ex, pois bem ou mal tivemos uma história com esta pessoa. Será que não teve NADA de bom? E por que ficou com esta pessoa então?

Como diz o ditado: “Não devemos cuspir no prato que comemos”. Acho que é mais ou menos isto. Não deveríamos falar mal da pessoa, destratar a pessoa com quem estivemos juntos por tantos dias, meses, anos etc. Estamos falando mal de nós mesmos. Por isto, citei acima que a pessoa generosa se coloca no lugar do outro e compreende que acabou, que foi bom enquanto durou, como Vinicius de Moraes pontua no Soneto de Fidelidade. Ela se cuida e policia para não terminar a relação, mas também continua se cuidando quando termina e ACEITA a situação.

A aceitação é um ato de força interior, sabedoria e humildade, pois existem inúmeras situações que não estão sob o nosso controle

A única pessoa que podemos mudar somos nós mesmos, portanto, se não houver aceitação, o que estaremos fazendo é insensato, é insano.

Ser resistente, brigar, revoltar-se, negar, deprimir, desesperar, indignar-se, culpar, culpar-se são reações emocionais carregadas de raiva. Raiva do outro, raiva de si mesmo, raiva da vida. E a raiva destrói, desagrega.

E você? Qual será sua escolha em seu próximo término? Como tratará seu ex, ou sua ex? E se ele te trair? Fizer alguma coisa ruim? Você conseguirá perdoá-lo algum dia? Esta decisão é muito pessoal, mas a tranquilidade de um perdão ou da aceitação não tem preço. Você não precisa perdoar e continuar com a pessoa, mas se conseguir perdoar em seu coração já basta para ser mais feliz! E não perca seu precioso tempo fazendo fofoca dele(a) e bisbilhotando suas redes sociais. Você pode ver o que não quer e sofrer ainda mais.

Aceite que as coisas mudam, que a vida dá voltas e que as pessoas e nós mesmos, muitas vezes, erramos e também queremos ser perdoados.

Perdoe seu ex (qualquer coisa) e vire a página. Experimente, é uma delícia!

Fonte: Jovens de Maria
Anna Laura Barreto

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