Favela agora tem vez e voz

02/04/2021
| Colunista: , Marli Peçanha
|
Assunto: , Direitos Humanos, Política

Como é possível pensar em desenvolvimento sem olhar para a população
que mora nas favelas e bairros pobres do Rio? Não tem como

MarliPecanha20210402

A missão determinada pelo prefeito Eduardo Paes é assegurar qualidade de vida e fortalecer socioeconomicamente as comunidades. Para isso, vamos fechar parcerias e levar de forma efetiva os serviços da prefeitura a essas regiões.

A Secretaria Municipal de Ação Comunitária nasceu com a missão de dar voz e vez às favelas do Rio de Janeiro. Hoje mais de um milhão de pessoas que vivem nas 1.018 comunidades da cidade estão distantes dos serviços públicos por falta de interlocução.

Nossa presença nas favelas é a garantia que os serviços essenciais vão chegar para melhorar a vida nas comunidades. A pandemia não nos impede de trabalhar duramente para levantar os principais problemas de cada favela do Rio.

A partir desse mapeamento, acionamos todas as secretarias e órgãos da Prefeitura do Rio para que as demandas sejam atendidas o mais rapidamente possível. Isso porque acredito que só a união é capaz de dar dignidade e devolver o amor próprio aos moradores de favelas.

A missão determinada pelo prefeito Eduardo Paes é assegurar qualidade de vida e fortalecer socioeconomicamente as comunidades. Para isso, vamos fechar parcerias e levar de forma efetiva os serviços da prefeitura a essas regiões. Gerar renda, aquecer a Economia e promover autoestima nas favelas são ações que nos movem.

O programa Favela com Dignidade, por exemplo, que será lançado em maio, prevê projetos nesse sentido. O Casa Carioca vai reformar moradias em situação de indigência. Para as obras, vamos contratar trabalhadores que moram nas favelas beneficiadas. Dessa forma, estaremos gerando renda e aquecendo a Economia da comunidade.

O lixo é outra fonte de renda a ser explorada. Em parceria com a Comlurb, vamos desenvolver o Recicla Comunidade. Lixo é dinheiro! Vale lembrar que nos primeiros cinco meses da pandemia o Rio de Janeiro perdeu 200 mil postos de trabalho informal, conforme revelou o IBGE. Isso atingiu em cheio a população preta e parda, as mulheres principalmente. A pandemia aprofundou as desigualdades na cidade!

Como é possível pensar em desenvolvimento sem olhar para a população que mora nas favelas e bairros pobres do Rio? Não tem como. Outra preocupação nossa é a forma como é vista o morador de favela. Sabemos que toda vez que o poder público se ausenta, aumentam a desigualdade, a discriminação e a violência.

Estamos trabalhando para que a população preta, moradora de favela, não seja olhada como suspeita. Que nossos jovens não sejam olhados como criminosos. O preconceito mata!

Mas uma coisa é certa: o prefeito Eduardo Paes, por meio da Secretaria Municipal de Ação Comunitária, está determinado a mudar essa realidade.

Fonte: O Dia

+Marli Peçanha

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