Crivella quer abrir cassino no Rio

18/01/2019 |
Assunto: , Economia, Games, Turismo

Ciberia20190118

Com uma expansão em mente para atrair ainda mais turistas ao Rio de Janeiro, o prefeito Marcelo Crivella começou a trabalhar para abrir um cassino na cidade

A era de ouro dos cassinos no Brasil durou de 1933 até 1946, quando o Presidente da República Eurico Gaspar Dutra, entendeu que esses locais provocavam vícios e decidiu proibir o funcionamento de cassinos físicos no Brasil.
De lá para cá, pouco mudou. Com uma nova gestão na política, muita gente espera que os cassinos possam ser reabertos, é o desejo de Crivella.

O prefeito do Rio de Janeiro declarou em entrevista recente que, apesar de ser bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, e portanto, contra todos os tipos de vício, entende que um cassino traz muito mais do que isso.

Além de ser um atrativo turístico, gera empregos para milhares de pessoas. Dessa forma, um empreendimento nos moldes de como eram os cassinos antigos podem colaborar com a diminuição da taxa de miséria na cidade.

A proposta veio do empresário americano Sheldon Adelson, que garantiu: um cassino no Rio de Janeiro poderia gerar até 50 mil empregos. Sheldon é dono de um empreendimento em Cingapura, em que somente 5% da estrutura física é o cassino.

No mesmo espaço existe um centro de exposições, convenções, hotel e área de lazer com piscina. Segundo o próprio empresário, ele ganha mais em Cingapura, um país de leis rigorosas, do que muitos cassinos de Las Vegas.

Lei atual no Brasil

Enquanto os cassinos não são liberados, a única forma de se ter acesso em nosso país aos jogos de cassino e a esse universo de apostas é por meio de sites de jogos online. Todos os cassinos online (ou boa parte deles) oferecem jogos de cassino, como caça-níqueis e cartas, e também as famosas apostas esportivas.

Apesar da proibição do funcionamento dos cassinos físicos, nossa legislação não considera ilegais os sites de apostas e existe a previsão de que essa atividade seja regularizada em breve.

Crivella tem esperança de conseguir uma decisão favorável junto ao novo presidente Jair Bolsonaro, que declarou em sua campanha a vontade de regularizar a atividade. Crivella também salientou que muitos brasileiros viajam e jogam em países com cassino, como os Estados Unidos, e que esse poderia ser mais um atrativo para a cidade maravilhosa.

Além disso, se seguir os moldes do que acontece em Cingapura, o prefeito pode criar ferramentas para impedir que brasileiros fiquem viciados na modalidade.

Um exemplo é a proibição de entrada de pessoas sem crédito no cassino de Cingapura, além da possibilidade de denúncia se uma pessoa está gastando recursos que proveem o sustento do lar.

Até mesmo os sites de apostas confiáveis contam com um sistema de Jogo Responsável, para que o usuário possa verificar se está viciado e tomar atitudes necessárias para se afastar do jogo.

Argumentos

Na mesma ocasião em que defendeu a volta dos cassinos, Crivella pontuou que os lucros da Copa do Mundo e das Olimpíadas foram poucos.

Segundo ele, os gastos foram milionários e atualmente poucos são os empregos que permaneceram após os eventos. Ou seja, houve um crescimento de vagas durante as competições, mas alguns anos depois, sobram as manutenções das construções e pouco benefício direto à sociedade, entre eles podemos citar a Linha 4 do metrô, corredores de ônibus e VLT, melhorando a mobilidade urbana.

Após o evento, nem todos acreditam que o legado das Olimpíadas foi positivo.

Ao falar em Olimpíadas, já temos a confirmação dos países que sediarão os jogos até 2028. Em 2020 os jogos acontecem no Japão, em 2024 será em Paris e em 2028 em Los Angeles. Os governantes do Brasil podem aprender muito com essas cidades sobre turismo e gestão dos recursos públicos. Quem sabe boas ideias comecem por aqui também.

Fonte: Ciberia

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