Consumismo exagerado pode desenvolver problemas psicológicos

25/12/2018 |
Assunto: , Comportamento

Muito comum na sociedade, o investimento em bens materiais como carros, casas e eletroeletrônicos, entre outros objetos cresce à medida que a sociedade aumenta. Décadas atrás havia uma preocupação com relação ao ter, que migrou para os dias de hoje e se estabelece na sociedade em forma de consumismo exagerado.

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Partindo desse princípio, certas pessoas adquirem alguma coisa, pois acreditam que aquele objeto represente sua identidade. De fato faz referência, pois remete ao prazer que se sente ao comprar algo que se deseja, o que acaba indicando alguma característica de identidade.

No entanto, o consumismo se torna preocupante quando as pessoas compram algo para conseguirem adquirir uma característica ou outra que não fazem parte da sua identidade. Ela adquire aquele objeto acreditando que vai também adquirir aquelas características, quando se trata de uma falsa vaidade.

Quando o consumismo acontece em exagero acaba se tornando um problema psicológico, pois trata-se de alguém que está abandonando a própria identidade para viver uma ilusão. Nessas questões os consumistas compulsivos dão mais importância ao ter do que necessariamente ao ser, isto é, ter um carro ou dois, por exemplo, é mais importante do que a própria saúde muitas vezes. Muitos precisam manter seus carros embelezados e funcionando enquanto que o próprio corpo passa a ser esquecido, terminando estressado.

Essa compulsão por comprar gera uma preocupação que atenta quanto à qualidade de vida do consumista, que em geral não admite que compra em exagero, mas acredita que está em perfeito estado. O excesso de bens materiais inúteis faz com que quanto mais elas têm, mais tempo tenham que se dedicar a cuidar desses bens, o que acaba desencadeando um estresse desnecessário e em alguns casos até quadros de depressão.

Viver já demanda muito tempo, então é necessário ter momentos de prazer. Nesses momentos em que há um descontrole ao desejar e comprar algo usa-se a ideia de menos é mais, pois os bens materiais podem sim fazer parte da identidade do comprador, no entanto, jamais conseguirão expressar verdadeiramente quem é a pessoa que os adquiriu.

João Alexandre Borba
Master Coach Trainer e Psicólogo
joao.alexandre@live.com
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